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O momento do parto representa um evento muito importante na vida da mulher e um período de transformação para uma nova etapa: a de ser mãe. E, justamente para viver essa experiência de forma mais intensa, muitas mulheres têm optado cada vez mais pelo parto normal ou invés da cesárea.

 

O parto normal é definido como aquele cujo início é espontâneo, sem risco identificado do início ao fim. A criança nasce espontaneamente, em posição cefálica (de cabeça para baixo), entre 37 e 42 semanas de gestação. Os riscos de complicações para mãe e bebê são menores e há ainda um envolvimento maior da mãe ou do casal no processo da acolhida do bebê.

A maioria dos médicos recomenda o parto normal por ser mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê, embora a cesária seja uma intervenção realizada com bastante segurança e necessária em alguns casos.

 

Entre as vantagens do parto normal está a amamentação, que é recomendada até meia hora após o nascimento da criança. No pós-operatório da cesárea, a mulher tem dificuldades nesse processo devido aos poucos movimentos que pode realizar. No parto normal, a mãe já pode andar no mesmo dia e não sente dores, ao contrário de quem faz cesariana, que precisa de uma semana a dez dias para se recuperar.

 

Além disso, no parto normal o bebê tem algumas vantagens. Ao passar pelo canal vaginal, a compressão auxilia a eliminação do líquido pulmonar, facilitando o amadurecimento pulmonar e do sistema respiratório. 

 

Estágios do parto normal

O trabalho de parto é dividido em 4 estágios: o primeiro quando as contratações vêm a cada 10 minutos e o colo dilata até 4 cm.

No segundo as contratações vêm a cada 5 minutos e o colo dilata até 10 cm.
No terceiro estágio as contrações são bem intensas, em média a cada 3 minutos, o colo já está totalmente dilatado e ocorre a expulsão do bebê, o nascimento propriamente dito. No último estágio, o quarto, ocorre a expulsão da placenta.
O primeiro e segundo estágios podem passar desapercebidos, muitas mulheres começam a sentir a dor das contrações no final do segundo estágio. O processo todo pode durar até 24 horas. Tende a ser mais demorado no primeiro filho.

Quando o parto normal não é indicado

 

A cesárea tem o papel de antecipar o nascimento do bebê quando a continuidade da gestação coloque em risco a mãe o bebê. Mulheres com HIV devem ter um parto via cesariana pois as chances de ocorrer contaminação do bebê durante o parto normal são maiores. Nos casos de pré-eclâmpsia, síndrome que eleva demasiadamente a pressão arterial da mãe o que dificulta a circulação de sangue no cordão umbilical e prejudica a oxigenação do bebê. Descolamento de placenta é outra situação que indica uma cesárea.

A decisão de uma cesárea deve ser compartilhada com a gestante, pois trata-se de uma cirurgia de grande porte e envolve riscos como qualquer outra grande cirurgia.

 

Desvendando alguns mitos

 

Dor 
Muitas mulheres têm medo do parto normal pelas dores. Mas a intensidade da dor é muito variável e alguns estudos apontam que está relacionada ao medo do desconhecido. Existem métodos que ajudam a aliviar a dor sem uso de medicamentos, como por exemplo, deixar agua quente nas costas e caminhar. Também existem anestesias que tiram a dor mas não tiram a sensibilidade e força nas pernas, permitindo que a mulher caminhe durante o trabalho de parto. Esse tipo de anestesia chama-se peridural.

 

Vagina não volta ao normal? 
Além das dores do parto, muitas mulheres têm receio de que o parto natural alargue a vagina para sempre. Mas isso não acontece. A vagina volta ao normal, pois ela tem bastante elasticidade.

 

Cortes

Há alguns anos os médicos aprendiam que a epsiotomia, o corte, era um procedimento necessário para facilitar o nascimento e impedir que houvessem lacerações na pele próxima à vagina. Porém estudos mostram que o que causa essas lacerações é saída muito abrupta da cabeça do bebê. Hoje a recomendação é que a cabeça do bebê seja apoiada durante o desprendimento e nessa hora a mulher não deve fazer força.

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