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HerpesZosterHerpes-zóster: uma ameaça silenciosa

Estima-se que uma em cada três pessoas desenvolverá a doença depois dos 50 anos

 

O herpes-zóster, também conhecido como cobreiro, é uma inflamação aguda causada pelo mesmo vírus que provoca a catapora em crianças, o varicela-zóster, e pode impactar seriamente na qualidade de vida de quem é afetado.

A doença surge da seguinte forma: quem teve catapora na infância, permanece com o vírus adormecido no sistema nervoso ao longo dos anos. Com uma queda de imunidade, esse vírus pode ser reativado e provocar o herpes-zóster, cuja maior incidência é entre os idosos, já que essa faixa da população apresenta baixas no sistema imunológico com mais frequência.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, mais de 95% da população já teve contato com o vírus varicela-zóster e estima-se que uma em cada três pessoas desenvolverá o herpes-zóster depois dos 50 anos.

No entanto, pessoas que se submeteram a transplantes ou que têm doenças crônicas, como diabetes e Aids, que requerem o uso de remédios imunossupressores, também estão em risco.

 

Sintomas do herpes-zóster

Os principais sintomas da doença são o aparecimento de bolhas em algumas áreas do corpo, dores intensas localizadas (geralmente em um lado do corpo), ardência e perda de sensibilidade. Os sintomas podem ser controlados eficazmente, se a doença for diagnosticada com antecedência.

Porém, algumas complicações, como a neuralgia pós-herpética (dor crônica), podem surgir, incapacitando para as atividades do dia a dia. O herpes-zóster pode ainda afetar permanentemente a visão.  

 

Tratamento

 O tratamento para essa condição é realizado principalmente com medicamentos antivirais, e o quanto antes for iniciado, menos chances de complicações o paciente terá. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais. Qualquer manifestação de dor ou queimação pelo corpo, procure seu médico.

 

Prevenção: quem tem mais de 50 anos pode se vacinar

Desde 2014 já está disponível em clínicas particulares de todo o Brasil a vacina contra a doença. A imunização é indicada para pessoas acima de 50 anos - faixa etária com maior probabilidade de desenvolver o problema.  

Embora o herpes-zóster não tenha cura, o desenvolvimento da vacina é um importante avanço nos esforços para evitar a doença. A imunização é aplicada em uma dose única e apresenta eficácia de 60%. De acordo com especialistas, de prevenir contra a doença, ela ajuda a atenuar os incômodos e as dores.

A vacina não é indicada para pessoas com imunodeficiência e faixa etária abaixo dos 50 anos.

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